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Paróquia Nossa Senhora da Penha

Maranguape - Ceará

(Rumo aos 169 anos de evangelização em nossa cidade)

Ano do laicato: vós sois o Sal da Terra e a Luz do Mundo!

sábado, 7 de abril de 2018

O Ano do Laicato é uma inspiração para que, os leigos sejam mais uma vez, convidados a assumirem toda a força sobrenatural de seu Batismo

Com a celebração da festa de Cristo Rei, em novembro de 2017, a Igreja no Brasil deu inicio ao Ano do Laicato, em que as reflexões se darão a partir da seguinte temática: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. Mas o que é o Laicato? O laicato se refere aos laicos, ou seja, aos leigos. Aqueles homens e mulheres, batizados, mas não ordenados, e sendo a maior parte da Igreja, os leigos têm um chamado próprio e específico no anúncio do reino de Deus dentro da secularidade temporal. Atuam diretamente na presença concreta da Igreja, nos mais diferentes espaços sociais e culturais, levando o amor extraordinário de Deus por todos e cada um no ordinário do cotidiano.

Nos salta os olhos a expressão “Igreja em saída”, pois delega a nós, leigos, o protagonismo evangélico, expresso por Jesus: “Eu não vim para ser servido, mas para servir”. Estar em saída implica deixar a zona de conforto e partir em busca do Reino de Deus que se possibilita no outro, sobretudo, no irmão necessitado de alimento, dignidade e de Deus. Quantas pessoas hoje vivem na miséria espiritual, na orfandade inconsciente, em uma carência do amor de Deus, que nada nem ninguém consegue preencher, a não ser Ele mesmo. Daí a essencialidade de estar em saída, como de forma insistente nos indica o Papa Francisco.

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A importância dos leigos na Igreja

A presença e atuação dos leigos na ação da Igreja, foi ampliada por ocasião do Concílio do Vaticano II (1962-1965), porque a partir dali, passaram a gozar de igualdade em relação ao clero em termos de dignidade, mas não em relação as suas funções. Para tal, aos leigos foi confiada maior participação em todos os serviços e ações da Igreja, em atividades das paróquias, na ação catequética de crianças e jovens, no apostolado e evangelização, na presença social e em tantas outras expressões.

A presença ativa do laicato na Igreja é importante, pois ela se amplia para o mundo. O fiel que aproxima-se da Eucaristia, das Sagradas Escrituras, do Magistério, o fiel que exerce algum tipo de serviço engajado nas pastorais e ministérios, que estende a sua fé ao encontro dos mais necessitados, sem dúvida, estará mais propenso a vivenciar, a encarnar o Evangelho em todas as dimensões de sua vida.

Leia mais:
.: A missão dos leigos na Igreja
.: A importância dos leigos na evangelização
.: Família: O apostolado dos leigos

O Ano do Laicato é uma inspiração para que, os leigos sejam mais uma vez, convidados a assumirem toda a força sobrenatural de seu Batismo, como extensões do Corpo de Cristo, atualizando a Boa Nova ao nosso mundo tão carente de sentido. Como tantas e tantas vezes o Espírito Santo suscitou no seio da Igreja tempos oportunos e chamamentos específicos para necessidades de cada tempo, hoje o chamado se estende aos batizados, aos leigos. E o Senhor diz, a nós leigos, por meio da Igreja: “Tomem os seus lugares, partamos! Assumam aquilo que lhes são próprios. Há um mundo a ser alcançado pelo meu amor, através da minha palavra.”

A beleza do Ano do Laicato

A beleza deste Ano do Laicato está no chamado de cada um de nós, dentro da nossa realidade, de nossa condição de vida, de nossas possibilidades. O Senhor não nos ata fardos, jugos ou pesos, mas pede a nós respostas e ações que estão em nossas capacidades, ainda que não as saibamos. Como leigos, respondamos a essa convocação. Em nossas casas, em nossas famílias, em nossa vizinhança, em nossa paróquia.

Nos aproximemos da Igreja, dos sacramentos, dos documentos papais e episcopais, da nossa espiritualidade e, inequivocamente, seremos impelidos em direção aos irmãos e as irmãs, pois a santidade não é conquistada no vazio da solidão. Sejamos sal e luz. Eles não passam desapercebidos. E nós, pela força do Espírito Santo, também não.

“Juntos somos mais, separados somos menos, sozinhos somos nada, com Deus somos tudo”.

Deus abençoe!